domingo, 29 de outubro de 2017

Saudade

É essa coisa que vem,
espreita, ronda,
adentra, aperta,
faz ninho e pesa.

É animal selvagem,
um fantasma cinza,
um intruso,
um ladrão.

E no primeiro beijo,
espantado pelo amor,
some rápido,
foge bem longe.

Mas ao fechar a porta,
já está de volta,
rindo, sacana:
"sentiu minha falta?"


"Se você está ao meu lado
Eu só ando devagar
Esqueço até de tudo, não vejo o tempo passar
Mas se chega a hora de, pra casa, te levar
Corro pra depressa outro dia ver chegar

Então corro demais
Corro demais
Corro demais só pra te ver, meu bem"

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